Publicado por: Livia Lins | 27 agosto, 2008

Praia de Paulista

Como fui parar lá

Cresci com uma idéia carioca e distorcida que litoral de São Paulo se resumia a Santos. Até que ano passado, uma amiga da minha prima viaja e volta deslumbrada com uma tal de Itamambuca. Apesar de depois ter vindo a saber que essa praia é famosíssima mundialmente por conta do surf, até então eu nunca tinha ouvido falar.

Falou tanto que minha prima já me ligou decidida que tínhamos porque tínhamos que conhecer o lugar. (em especial porque a garota disse que no último feriado que ela foi só deu homem lindo e mulher feia). Acabou que convoquei mais uma companheira de aventuras e nos programamos pra ir no Reveillón. Daí, googleando, vi que o estado São Paulo possui um belíssimo e extenso litoral, com destaque especial pra Ubatuba.

Hospedagem

Como toda região bonita, em feriados e épocas festivas, o preço das hospedagens sobe absurdamente. Depois de muita pesquisa, escolhemos o Camping do Tio Gato. Mas não ficamos exatamente acampadas, dividmos um chalé. O chalé na verdade não passa de um quarto com cama, banheiro e uma varandinha com mesa na frente. É uma ótima opção pra quem quer uma acomodação barata, mas também não tá naquela disposição suprema a ponto de encarar barraca e dormir no chão. Cada vez mais vejo campings de vários lugares oferecendo essa opção. Por ser reveillón, foi bem mais caro que na baixa temporada, mas como começamos a pagar com antecedência foi bem tranquilo.

Transporte

Toda viagem tem perrengue, gente, não adianta. Pode ser pequeno, pode ser catastrófico, mas sempre tem. O nosso nessa viagem foi no quesito transporte. O carro da Patrícia, minha prima, não estava em condições de pegar estrada. Dani divide o carro com os pais, não podia deixá-los na mão. Eu, idem, além de estar com a habilitação vencida.

Acostumadas com Região dos Lagos, onde existem trocentas opções de ônibus e vans entre as praias e cidades, achamos que não seria problema ir de ônibus. Felizes e contentes compramos as passagens Rio-Ubatuba e fomos. Chegando lá vimos que não era bem assim. Só tinha um ônibus que ia de Itamambuca pras outras praias e passava uma vez a cada dez mil anos. Nossa última e desesperada alternativa foi alugar um carro. A única opção ainda aberta no sábado era a Localiza no aeroporto de Ubatuba.

Aproveito pra elogiar o atendimento de todos os funcionários da Localiza de Ubatuba que tiveram a maior boa vontade e foram educadíssimos. A gente se enrolou pra cacete, saímos pra alugar carro e simplesmente deixamos cartão de crédito no chalé. ¬¬ E ficamos sabendo lá que eles sempre fazem um bloqueio no cartão (tipo um cheque caução) como garantia. Mas só aceitava cartão, não podia cheque. Sei que muita confusão e alternativas mirabolantes depois, CONSEGUIMOS alugar nosso filhinho adotivo e aí sim, a viagem começou.

De carro, vimos que o taxista que levou a gente da rodoviária pra Itamambuca foi um belíssimo filho da puta. A corrida deu uns 50 reais, e vimos que o caminho certo era praticamente uma linha reta, iria dar no máximo uns 20. Ele deu voltas astronômicas com a cara mais lavada do mundo.

Decorrer da viagem

Mas, vamos falar das coisas boas! Alugamos o carro, pulamos, nos abraçamos, arrumamos um mapa e fomos que fomos. A real é que as praias de Ubatuba são parecidíssimas com as da Região dos Lagos como as de Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio e Saquarema. Tirando a parte do centro mesmo, Itaguá, a maioria das outras praias possui apenas casas residenciais, e algumas nem isso.

São lindíssimas. Mesmo. Só queria ter ido em uma época menos cheia. Era gente por todos os lados, muito engarrafamento e dificuldade pra achar vaga. Se não houver possibilidade de ir em épocas menos “populosas”, a dica é fazer um esforcinho e acordar beeem cedo pra poder aproveitar o máximo.

Foram uns 4 dias da rotina que pedimos a Deus…conhecíamos umas 2 ou 3 praias por dia, final do dia cervejinha na varanda, e à noite saíamos.

Começamos com a praia do Tenório. A praia é realmente muito bonita, mas era também a mais cheia de todas e por um momento eu pensei “Meu Deus o que eu tô fazendo aqui?” Realmente muito cheia. Ficamos pouco tempo lá, ma o suficiente pra vir um grupo de aleatórios puxar conversa e se enfiar nas nossas fotos.

Saímos, e fomos pra Praia Vermelha do Centro (existe também a Vermelha do Norte que não deu tempo de conhecermos 😦 )

Ali nosso amor por Ubatuba se instalou ferozmente. Mergulhar naquele mar foi uma verdadeira limpeza espiritual. Mar volumoso, temperatura ótima, o dia indo embora, o céu ficando rosa, praia vazia. Viramos 3 crianças. Foi muito, muito bom encerrar o dia assim.

No dia seguinte o camping simplesmente lotou, e a gente viu que a melhor coisa que poderia ter feito foi realmente optar pelo chalé. Tava um calor desértico, as pessoas eram acordadas pela temperatura alta umas 6 da manhã, ficavam mais de meia hora em pé na fila pra tomar banho, enquanto a gente descansava tudo que o corpo pedia com uma janela que conseguia mesmo tapar quase toda luz lá de fora, com ventilador de teto e chuveirinho à nossa disposição.

Aliás, falando em ventilador, justiça seja feita. Por mais entupido que o camping estivesse (acho que por volta de umas 600 pessoas), não faltou água nem luz em momento algum. E olha que paulista é profissional em camping, fiquei impressionada. Vários, mas vários mesmo com televisão, som, fora as mulheres e seus secadores e chapinhas. Nota dez pro Tio Gato nesse quesito. Já a cantina não suportava o volume de gente . Aliás, nenhum local pra comer nas redondezas suportava a quantidade de gente. Não conseguimos em nenhum dos dias esperar menos que 1 hora para comer. Sei lá, não entendo. Eles sabem que nessas épocas lota tudo, e não colocam mais funcionários. Preferem economizar na mão de obra e deixar centenas de clientes impacientes e insatisfeitos…

Enfim.

Acordamos, esperamos 40 minutos pra tomar café, e fomos pra Praia do Félix. Desnecessário dizer que era linda, mas também com muito movimento. Ficamos um bom tempinho nessa e depois partimos pra uma das melhores descobertas da viagem, a praia de Ubatumirim. Sensacional. Bom, sensacional digo, pra banhistas. Os surfistas não sei se gostariam muito. ENORME, mar calmo, uma parte gigante super rasa, onde a gente sentava e ficava de papo com água cristalina pela cintura tomando uma cervinha. E ainda por cima pode entrar com o carro na areia. Ou seja: não existe a neurose de ficar toda hora conferindo câmera, celular, carteira…guarda tudo lá, além de poder bem farofeiramente ligar o som alto do seu carrinho. Ah, e não lota. Foi uma tarde muito agradável, talvez a melhor de todas.

Mas, voltar pra casa cheia de sal nem é das sensações mais agradáveis. E para isso, existem cachoeiras! Mapinha, carro, achamos. Cachoeira do Prumirim. São duas quedas bem fortes e revigorantes. Dá até um frio na barriga de enfiar a cabeça debaixo, são fortinhas mesmo. Delícia, muito cheiro de mato e terra molhada ao redor.

Camping, mais cerveja (é, bebemos bem nesse feriado), ataques de riso, 2 horas de espera pra comer uma pizza, banho e fomos pra night. Não vou relatá-la porque já tá bem descrita no vídeo, (que aliás é quase um documentário) que eu fiz logo que voltamos.

Então, percebemos que o bizarro era: estávamos hospedadas em Itamambuca e ainda não tínhamos ido na própria praia de lá. ¬¬

Como era a mais perto a gente sempre deixava pro dia seguinte e acabava não indo. Mas por termos acordadas cansadinhas da night, ficamos pelas redondezas. Passa um rio dentro do camping o qual é necessário atravessar pra chegar na praia. Já nem tem mais graça falar que é mais uma praia linda, espetacular, etc, etc. Mas por ser perto de muitos campings e pousadas também estava entupida. Esse dia foi especialmente quente, e eu e Dani pedimos arrego e voltamos pro camping pra ficar na beira do Rio enquanto Paty quis desidratar mais um pouco.

E esse dia era 31 de dezembro de 2007. E teve festinha da virada, que também está bem detalhada no vídeo. Passamos numa festa no mesmo lugar que tínhamos ido na noite anterior, o Areia, na praia Vermelha do Norte. O lugar é enorme, bem amplo mesmo, com uma grande parte aberta e vista pro mar. Tem duas pistas de dança, uma gigante onde toca só eletrônico (blergh), e outra com as popzinhas, Hip Hop, Funk, e infelizmente ao final da noite, Axé. O bom foi que quando tocava Axé em uma e eletrônico na outra eu tinha a opção de largar tudo e ir olhar o mar.

Feliz 2008! 🙂

Primeiro dia do ano, último dia da viagem. Dia curto, dia de entregar o carro na Localiza e ir pra Rodoviária. Mas claro que ainda tem que dar tempo de conhecer mais uma praiazinha…resolvemos nos enfiar em uma que queríamos ter ido antes mas perdemos a entrada no meio da estrada. E que bom mesmo que deixamos pro final, porque foi a melhor maneira de iniciarmos o ano. A praia do Puruba é um dos lugares mais lindos que eu já tinha visto até então (e seria o mais bonito até hoje se em Abril eu não tivesse me aventurado por areias baianas, mas isso é outro post)

Infelizmente, não sei o que aconteceu que nas fotos e vídeos essa praia não mostrou ser nem um pentelhésimo do que é ao vivo. Ela tem esse nome na verdade por causa do Rio Puruba, que desemboca ali. Eu me senti no Globo Repórter, nunca tinha visto ao vivo um rio juntando com mar. É realmente um espetáculo e tanto. E o fato curioso é que até a metade da praia a água do mar ainda é doce por conta do rio. (Sim, ficamos as 3 mongolóides enfiando o dedo na água e lambendo pra provar)

Voltei simplesmente encantada, apaixonada pelo lugar. Quero voltar lá o mais breve po$$ível. (ainda me recuperando do rombo que a Europa fez no meu bolso)

Tem muita praia ainda pra conhecer e quero conhecer mais a fundo os lugares que já vi.
Aos surfistas e paulistas, me desculpem se falei alguma besteira sobre a região! 😀

Seguem as fotos e o videozão de 18 minutos!

Obs. Apesar de começar com seqüência de fotos, o vídeo não é só um monte de fotos com fundo musical…Lá pelos 6 minutos começam as partes filmadas 🙂

Beijos!

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Publicado por: Livia Lins | 12 agosto, 2008

Europa – > América do Sul

Voltei.

Pro Rio, cidade de tantos pseudônimos e citações musicais.

AGORA TENHO ACENTOS E CEDILHA!!! hahaha

Alguns dizem que viajar é bom, mas voltar melhor ainda. No meu caso voltar foi ótimo e na hora certa. Certíssima, aliás, no dia dos Pais, pra amassar muito meu pai e avô.

Algo mudou e eu ainda não sei exatamente descrever o quê. Talvez nem chegue a saber um dia…

Pois bem, a Europa. Entendi muitas coisas. Não lembro se cheguei a comentar isso em algum post, mas a conclusão que eu cheguei é que não existe povo superior, mais evoluído, etc. O que existe lá e falta aqui são punições que funcionem. Porque se o pedestre lá não fosse multado ao atravessar fora do sinal, se você não pagasse um absurdo de taxa extra por desperdício de água ou energia, se você não fosse obrigado a colocar uma moedinha de 1 euro pra retirar o carrinho do supermercado e só recuperasse a mesma ao colcoar o carrinho de novo no lugar…ia ser tudo igual. O bolso é um fator de peso enorme numa sociedade.

Hoje eu entendo mesmo o europeu ser um pouco avesso a estrangeiros. É que nós vivemos num país de dimensões gigantescas e não sabemos o que é isso. Pois bem. Pensa que mesmo sendo um mesmo país, já rola um choque cultural considerável de uma região pra outra, principalmente com quem vem de outro estado fugindo da miséria e desemprego. São pessoas que geralmente tiveram pouquíssimo acesso a educação e vivem com o único objetivo de não morrer. Agora amplia isso não para regiões ou estados, mas para países diferentes, co, línguas diferentes, religiões e costumes diferentes, colados uns nos outros. Imagina você sair na rua, e ver o seu país infestado de estrangeiros mal educados e que impõem seus próprios costumes no local que permitiu que eles sobrevivessem. Eles têm suas razões.

Além disso, tem o fato de já terem atravessado e se reerguido de guerras. A Alemanha por exemplo, foi toda reconstruída por mulheres. Todos os prédios lá são antigos e têm uma parte tipo um porão que seria como esconderijo. O suposto egoísmo e individualismo deles também dá pra ser entendido quando a gente olha por esse lado.

Eu valorizei as coisas da nossa terrinha também. A Europa é linda, é, ok. Mas não se vê mais a natureza na sua forma livre nas grandes cidades, como a gente vê por aqui a toda hora. É tudo muito antigo e já foi mexido mil vezes pelo homem.

Brasileiro sabe ser feliz sem motivo. Junta 3 amigos, um violão com uma corda a menos, um isopor pra batucar e tá tudo ótimo. Ou nem isso. Bastam as presenças, vozes e ouvidos. Lá fora a necessidade de consumo e entorpecimento é bem maior, a felicidade depende sempre de um fator externo.

Dá pena de ver um país com tanto potencial ser jogado dia após dia e lentamente para o ralo…ih, deixa eu parar que senão esse assunto reeende…

Mas o pensamento que se repete a cada retorno meu pra casa, é que não existe dinheiro mais bem gasto que viagens. Vou recomeçar a juntar meu dinheiro e ano que vem não sei ainda pra onde vou, mas vou!

Por ora, em breve retorno aos meus rolezinhos básicos pelo Brasil mesmo. Centro-Oeste é meu próximo objetivo de longa distância…mas vou esperar a Lara e Fernando (casalzinho de Goiânia que conheci lá) voltarem da Alemanha para serem meus guias! 😀

Gostei disso de falar sobre viagens, e tô boba! O blog tem 1 mês e quase 2 mil visitas…

O próximo post será sobre a viagem que abriu MUITO BEM o ano de 2008: UBATUBA!

AGUARDEM…

E não sumam!

Ficam as fotos da minha despedida de lá e do primeiro reencontro com amigos daqui! \o/

Publicado por: Livia Lins | 7 agosto, 2008

Meinen wundershcönen Geburtstag!

Ou “o meu maravilhoso aniversário!” 😀

Foi estranho na véspera sabe? Todo ano eu já tô meio envolvida com comemoracoes, almocos de família, me sentindo velha…e agora eu tava tao…igual. Sem aquela sensacao de estar “aniversariando”.

Mas chegou no dia eu tive tantas surpresas…a comecar pela hora da virada. Fui com uma amiga escolher o bar onde comemoraria. Viramos amiguinhas do barman mais maravilhoso do universo, e ele entrou numa de me dar bebida de graca à meia noite. (aqui na Europa é assim. Em Londres eu quase me joguei nos bracos do cozinheiro, aqui o Barman é a projecao do meu marido, e assim por diante)

No dia seguinte, cheguei na aula a professora lembrou, e comecou a cantar parabéns. Orkut bombou, mais que ano passado. Telefone – SÓ PORQUE EU NAO POSSO ATENDER – idem!

A comemoracao comparada aos meus dias de SUPER POP, foi pequena. Mas eu amei demais. E pensando bem, pra quem tá aqui só há 4 semanas, foi um número considerável. E na verdade se eu tivesse no Brasil acho que ia acabar nao fazendo nada. Meu ego leonino tá calmo. 😀

No fundo era isso que eu queria mesmo. Poucas e sinceras pessoas.

Convidei a turma do curso pro bar, convidei gente que entrou no curso aquele dia, e eles foram! Até a professora foi! Fiquei muito feliz! E uma que nao pôde ir ainda me deu presente no dia seguinte, um brinco maravilhoso.

O barman repetiu o “presente” e embebedou nao só a mim, mas a mesa toda. Eu acho que paguei uns 3 drinks, o resto ele deu ou o meu amiguinho de Barcelona pagou. Mas gente… Foi bebida demais, sério. Nao sei como nao passei mal. Acho que a minha alegria e paz de espírito absorveram tudo…

Nao, nao peguei o Barman. Esses homens aqui sao estranhos, nunca sei qual é a deles. Aliás, a ala masculina de Düsseldorf, evidentemente só porque eu tô indo embora resolveu me descobrir agora. Altos olhares, mas ninguém efetivamente CHEGA. Parece que aqui as mulheres que atacam. E eu nao sei chegar, né? Entao, já era.

Mas eu mal pensei em homem essa viagem, sabia? Tanta coisa nova e incrível pipocando diante dos meus olhos que isso ficou em centésimo plano.

Voltei, livre, andando sozinha de madrugada pela rua, com a calma e certeza de que nada aconteceria. Um negao americano vem metade do caminho puxando papo e eu vou dando corda, afinal, é bom conversar. Ri muito quando após a revelacao da minha idade ele pára no meio da rua, me olha de cima a baixo: OH MA GOD, TWENTY-SIX? U LAIN! Na linha do trem nos separamos.

Subi as escadas meio que trocando as pernas, joguei o vestido longe e dormi feliz. 😀

Ontem resolvi fazer os passeios turísticos que o tempo ruim das primeiras semanas nao permitiu. Fui com a gaúcha, a Dani. Subi na Torre, e fui nos prédios “famosos” pela arquitetura diferente. Tava um dia muito bonito e calorzinho. Criancas rosadas correndo, andando de bicicleta, adolescentes bebendo na beira do rio e eu feliz por pescar algumas poucas frases que diziam ao meu redor.

Hoje voltei lá, mas sozinha e tomando sorvete. Queria me despedir de Düss. Saudade daí e já daqui.

Agora chove, e eu gosto do barulho…

Ok, fotinhos pra vocês!

=)

Publicado por: Livia Lins | 6 agosto, 2008

A terra do chá e da hora certa

Se Paris nunca tinha estado na minha Top List de lugares que eu queria conhecer, Londres nao estava nem na Bottom list. Sempre tive antipatia gratuita pela Inglaterra. Mas eu e esse meu vício de fuxicar sites de companhias aéreas…

Pois bem. Na Europa eles levam a sério esse negócio de companhia aérea Low Cost. É baixo custo MESMO. (E nao me venha falar de Gol que vende ponte aérea a 500 reais e ainda tem a cara de pau de dizer que tem a passagem que cabe no meu bolso.)

Existem algumas que passam pela Alemanha que têm precos realmente espantosos… Numa dessas eu consegui arrumar Düsseldorf-Londres, ida e volta, com taxas por 28 euros. Daí resolver ir ver qual é, até porque tá cheio de amiga minha morando lá. Fui de RyanAir. É a empresa aérea que mais vem crescendo e dando lucro por essas bandas. É aquilo, tudo, TUDO que é “supérfluo” eles cortam. Seja racional e leve tudo que vai precisar em uma bagagem de mao, porque qualquer mala que você despache sao 30 euros. Servico de bordo? Nem água. Se você quiser algo, eles têm pra vender. E ainda no meio do vôo toca uma musiquinha feliz e eles vendem tipo uma raspadinha pra você concorrer a um carro, brindes ou UM MILHAO DE EUROS, LOMBARDIAN! Mas nao há o que reclamar do atendimento nem estrutura das aeronaves. Tudo nos conformes.

Aliás, caso alguém esteja algum dia de rolezinho pela Europa, ficam as dicas das companhias que fazem esses vôos baratíssimos: RyanAir, GermanWings, EasyJet, TuyFly.

Vale lembrar que evidentemente você sempre sai do aeroporto mais na casa do caralho possível e é deixado em outro onde Judas perdeu a meia. Mas é só googlear que a gente acha trens, ônibus, etc. Por mais que se pague algo a mais, ainda assim compensa e sai bem mais barato que os vôos das companhias tradicionais. No que eu fui deixada por exemplo, o Stansted, tem o EasyBus, que é da EasyJet, que leva até as estacoes centrais de Londres. E você nao tem que necessariamente ter vindo de um vôo da Easyjet, isso que é legal.

Entao. Eu ia ficar na casa da Joanna, uma polonesa que eu conheci 4 anos atrás no Rio, virou minha amiga, voltou ao Brasil outras vezes e sempre nos vimos, e mora lá há alguns anos já.

Mas eu chegava 7 da manha (ok, de Stansted para o centro de Londres é mais de 1 hora), muito cedo. Ela já estaria no trabalho e eu ia ter que ficar perambulando sozinha sem conhecer a cidade até dar a hora dela. Entao durante o dia eu iria pra casa da Tati, umas das amigas que moram lá, e à noite ou no dia seguinte, iria pra casa da Jo.

Eis que comecam os perrengues. Anotei o telefone da Tati faltando um dígito. Por sorte, eu anotei todas as outras instrucoes. Quais estacoes do metrô deveria descer e quais outras linhas pegar, e endereco completíssimo dela. Cheguei na estacao correta e nada de achar a rua. Entrei pra pedir informacao num salao de beleza e uma negona muito gente boa hip hop style me ajudou pra caramba. Abriu até o Facebook pra eu logar e pegar o telefone certo que a Tati tinha me enviado, ligou pra ela, me colocou na esquina da rua. (Se tem algo que eu lapidei nessa viagem foi a cara de pau), cheguei. Vivaaaa! Tava exausta, tinha virado a noite (tive que sair de casa 3 da manha). Nao teve nada de turístico esse dia. Dei uma cochilada, e fui me arrumar pra conhecer a famosa noite londrina.

Fiquei felizona porque consegui juntar todas as minhas conhecidas de lá em uma só night, inclusive a Polonesa. E aí vem o perrengue 2. DO NADA, a mulé surta. Nao sei até agora oque houve. Fiquei horas conversando com ela, nem tinha ido dancar direito, quando o povo falava em Português eu traduzia…por um momento eu fiquei uns 10 minutos conversando com uma outra amiga que eu nao via há uns 3 anos, ela simplesmente levanta com cara de cu e diz: Lívia, I’m gone. E sai saindo. Fui atrás dela, chamei, puxei pelo braco, e ela fazendo charminho nem olhou pra mim. Quando chegou perto da saída eu caguei e deixei ela ir. Sifudê, nao sou teu macho pra correr atrás de tu nao, sua maluca. Mulé doida! Fiquei passada. Imagina se minhas coisas estivessem na casa dela? Mesmo assim eu ainda nao sabia onde iria ficar, mas a Tati disse que eu podia ficar na casa dela sem problema algum. No dia seguinte Tati trabalhava, mas tinha a Carol, um docinho de pessoa que me levou pra passear.

Perrengue 3: para encontrar a Carol, era tudo muito simples, só duas estacoezinhas de metrô. Isso se eu nao tivesse pego no sentido errado e ido parar no aeroporto de Gatewick. Foi o primeiro momento desde que cheguei aqui que fiquei realmente nervosa, mas, o pânico durou só alguns segundos. Respirei fundo, lembrei que afinal de contas eu domino o idioma e nao seria problema achar o meio de voltar. O foda foi perder mais de uma hora nessa brincadeira toda. Mas enfim, ME ACHEI.

Mas vamos falar de Londres. Minha dica é: Vá a Londres antes de Paris, senao, o encanto é bem pequeno.

Londres evidentemente tem seu encanto. O encanto uma Metrópole Européia. Mistura na medida certa o antigo e o moderno, e me deu o conforto da compreensao do idioma.(Nao só inglês, como o português que se ouve o tempo todo na rua em alto e bom som.)

Pelo menos no verao, tem um céu lindo de morrer. Uma vida cultural bem ativa, e manifestacoes pela rua como pessoas tocando violino, etc, mas nada que se compare a Paris. Londres é uma cidade boa pra agito, sair a noite, balada”. Muitas opcoes e boas opcoes. Para comer barato, a boa é ir lá num bairro que eu esqueci o nome, mas é onde vao todos os punks, esquisitos e alternativos da cidade. E tem uns lugares legais pra sair também, fiz uma nightzinha lá sabado. (tem inclusive um vídeo meio alcoolizado meu)

😀

Resumo dos pontos turísticos:

Green Park = Aterro do Flamengo mais arrumadinho.

Palácio de Buckingham = decepcionante. Palácio do Catete é mais bonito.

Big Ben = realmente, nao se pode dizer que é como o relógio da Central, é lindo e tal, mas…É UM RELÓGIO.

Museu de Cera = Show! Vale a farra, valem as palhacadas nas fotos com as estátuas, e ainda tem uma parte de “casa de terror” e um passeiozinho de “taxi” em trilhos que percorrem um caminho cheio de outras estátuas de cera que contam a história de Londres.

Metrô = limpíssimo, organizadíssimo, sim, deixa o de Paris no chinelo.

Talvez eu pudesse cotnar mais num texto melhor. Mas já tô meio cansada, em final de viagem, fazendo e desfazendo mala…

E por hoje seguem vídeos e fotinhos que amanha tem o relato do meu primeiro aniversário longe do Brasil.

🙂

BEEEJU


Publicado por: Livia Lins | 31 julho, 2008

O dia das cagadas

Há muito tempo eu nao vivia um dia tao tipicamente “Lívia” como hoje.

Acordei delirando de sono, cambaleando e dei uma porrada na mesinha de cabeceira. Além da coxa dolorida, derrubei tudo, relógio, copo d’água… quando me dei conta da merda virei pra trás e pisei nas coisas que tinham caído no chao, entre elas, o meu amor e xodó MÓR: óculos escuros!!!!! Onomatopéia: Crrreck. (eu ia escrever Crack mas talvez soasse apologia subliminar). PUUUUUUUULTAQUIPARIUCARALHOPORRA. (quando eu falo essa exata sequência de palavroes é porque o negócio tá brabo)

Mas tava em cima da hora..depois resolvo isso.

Fui pra aula, e no intervalo vou pegar um capuccino na maquininha. Coloco as moedas, seleciono o que quero, espero, e vou no espelho ajeitar o cabelo. Quando o barulho acaba, o que significa que o treco tá pronto, viro e me deparo com una piscina de Capuccino transbordando da máquina. ESQUECI DE COLOCAR O COPO. Perdi 80 centavos e provoquei olhares piedosos ao redor.

Volta pra casa. Sou espertona, nao vou ficar sem minha protecao ocular COISA NENHUMA. Passei na lojinha da esquina e comprei uma super ultra power cola estilo Super Bonder, afinal, foi só o aro, a lente continuava intacta. Entrei em casa e vim correndo resolver o problema do óculos. Sentei, peguei o bichinho, peguei a cola. Tiro a tampa, espremo o tubinho…nada. Espremo mais…nada. AAAH claro deve estar lacrado né? Monga! Tiro o bico, pego meu brinco e furo o lacre. E o que acontece? CHAFARIIIIIIIZ DE COLAAAAAAAAA!!!!!!!!Vivaaaaaaaaa!!!!!!!

Mas repetindo, só pra fixar: EU SOU UMA MENINA ESPERTA! Faco o que? Vou correndo pro banheiro lavar as maos banhadas de cola. Mas assim que entra em conato com a água fria, a cola IMEDIATAMENTE endurece me fazendo perder os movimentos da mao. Parecia mao de velho, os dedos todos enrugados, arqueados, só que com a pele DURA!!! Da palma, do dorso, tudo…Desesperador. Com o pouco de flexao dos dedos que me restou, peguei minha acetona, mas nao adiantou nada. Saí vasculhando o apartamento a procura de removedor. ACHEI! Peraí…deixa eu ler direito…removedor de silicone??? Na mesma hora comecei a rir sozinha imaginando alguma loira arrependida da prótese esfregando isso no peito. HAHAHA

Bom, o cheiro pelo menos era igual de removedor normal. Vou tentar, né? A partir daí foi mais ou menos uma hora de “joga removedor, esfrega, esfrega, esfrega, ai caralho isso dói. Arranca pedaco da cola endurecida, joga mais removedor, esfrega” e assim sucessivamente.

Mas vocês acham que acabou? RÁ! Eu disse que era um dia tipicamente Livônico. Poxa, depois disso tudo eu já tava morrendo de fome né. Vamos cozinhar. Panelas no fogao, deixei lá esquentando a frigideira com o azeite e vim no quarto ligar uma musiquinha pra descontrair. Acabou que demorei tempo demais, e o azeite já tava borbulhando quando cheguei lá. Boto o bife na panela e TSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS fumaca a rodo, nao para de sair fumaca, comeco a tossir, abro porta, janelas, tudo pra sair a fumaca. Porra, num é que tava quente mesmo essa merda? Quando tudo parece sob controle…PI PI PI PI PI PI PI PI PI PI

Eu sei que parece inacreditável mas..A FUMACA ATIVOU O ALARME DE INCÊNDIO DO APARTAMENTO!!!!!!!

Maluco…ENSURDECEDOR!!!! Nao sabia o que fazer, onde desligar, comecei a fazer movimentos que nem um boneco do posto pra fumaca dissipar logo, e depois de uns 5 minutos de terror, o negócio parou.

Eu tava indo tao bem até agora, achei que essas coisas tinham parado de acontecer comigo…snif.

Espero que a cota de merdas do dia, ou melhor, da viagem, tenha sido quitada hoje.

Por enquanto eu vou desligar o PC e dormir. Espero que nada mude meus planos nos próximos 15 minutos.

Amém.

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